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DECLARAÇÃO da Verkhovna Rada (do Parlamento) da Ucrânia por ocasião do 90.º aniversário do Holodomor de 1932-1933 na Ucrânia
24 novembro 2023 11:41

DECLARAÇÃO

da Verkhovna Rada da Ucrânia

por ocasião do 90.º aniversário do Holodomor de 1932-1933 na Ucrânia

Honrando a memória dos nossos compatriotas que foram vítimas do Holodomor na Ucrânia, cometido pelo regime totalitário comunista criminoso em 1932-1933,

salientando que a morte deliberada e propositada de milhões de ucranianos pela fome foi mais um instrumento de genocídio do Povo ucraniano pelo imperialismo russo, que ainda hoje mantém o seu objetivo de destruir a Ucrânia e o Povo ucraniano,

declarando que a exportação de cereais ucranianos dos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia pela Federação Russa, o ecocídio cometido pelo estado agressor na sequência da explosão da central hidroelétrica de Kakhovka, o bombardeamento de infraestruturas críticas e de armazéns com alimentos e ajuda humanitária, a eliminação das elites políticas e culturais ucranianas nos territórios ocupados pela Federação Russa , a assimilação da população, a deportação e a deslocação forçada de crianças ucranianas para fora da Ucrânia, a destruição, o roubo e a remoção de locais do património cultural, as tentativas de destruir a memória nacional ucraniana e a identidade ucraniana e de impor a identidade russa, indicam que os métodos utilizados pela Federação Russa contra a Ucrânia e o Povo ucraniano não mudaram,

salientando com gratidão que, ao contrário do que aconteceu em 1932-1933, a Ucrânia está a lutar contra o imperialismo russo lado a lado com os países e Povos do mundo livre, que nos prestaram e continuam a prestar toda a assistência necessária,

e por ocasião do 90.º aniversário do Holodomor de 1932-1933 na Ucrânia, a Verkhovna Rada da Ucrânia:

presta homenagem a todos os cidadãos que sobreviveram a esta terrível tragédia, quando a fome criada artificialmente foi utilizada como arma de destruição maciça contra o Povo ucraniano para a sua subjugação final, para a supressão brutal das suas aspirações de construir um Estado independente, para a destruição da Nação ucraniana, da sua identidade, história e cultura;

condena uma vez mais as acções criminosas do regime totalitário da União Soviética destinadas a organizar o Holodomor na Ucrânia, que resultou na destruição significativa das bases sociais do Povo ucraniano, das suas tradições seculares, da sua cultura, do seu património genético e da sua identidade étnica;

manifesta a sua profunda gratidão aos Estados estrangeiros e às organizações internacionais que reconheceram o Holodomor na Ucrânia como um ato de genocídio, nomeadamente à Austrália, ao Reino da Bélgica, à República da Bulgária, à República do Equador, à República da Estónia, à Geórgia, à Irlanda, à Islândia, ao Canadá, à República da Colômbia, à República da Letónia, à República da Lituânia, ao Grão-Ducado do Luxemburgo, aos Estados Unidos Mexicanos, a República da Moldávia, ao Reino dos Países Baixos, à República do Paraguai, à República do Peru, à República da Polónia, à República Portuguesa, à República Eslovaca, à República da Eslovénia, aos Estados Unidos da América, à Hungria, à República Federal da Alemanha, à República Francesa, à República da Croácia, à República Checa, bem como à Assembleia do Báltico, ao Parlamento Europeu e à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa;

reconhece que a agressão armada russa em grande escala e não provocada contra a Ucrânia constitui uma continuação da política imperial genocida da Rússia destinada a punir os ucranianos pelo seu desejo de construir um Estado democrático moderno e bem-sucedido e pela sua escolha civilizacional de fazer parte da Europa Unida;

exprime a sua profunda gratidão às organizações internacionais, aos governos, aos estadistas, aos representantes do sector público e aos cidadãos de todo o mundo que apoiaram o Povo ucraniano neste momento difícil e impediram as tentativas do agressor de repetir o genocídio ocorrido há 90 anos;

apela uma vez mais às organizações internacionais e aos parlamentos de todo o mundo para que restabeleçam a justiça histórica e reconheçam o Holodomor de 1932-1933 na Ucrânia como um crime de genocídio contra o Povo ucraniano e salienta que tal constituirá um sinal importante para os regimes políticos que pretendam recorrer a novos actos de genocídio, bem como constituirá um contributo significativo para garantir um futuro pacífico e seguro para as gerações seguintes.

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