A Embaixada da Ucrânia na República de Angola apresenta os seus respeitos às instituições soberanas de Angola e saúda as ações firmes das autoridades policiais e judiciais do país na proteção da segurança nacional e da ordem constitucional.
A decisão do tribunal angolano, que considerou dois cidadãos da Federação da Rússia culpados da prática de crimes graves contra o Estado, condenando-os a 11 e 8 anos de prisão por participação em organização criminosa, espionagem e terrorismo, constitui uma demonstração do Estado de direito e da inevitabilidade da punição por atividades subversivas.
Esta sentença judicial tornou-se mais uma prova inequívoca de que o terrorismo de Estado russo e as ameaças híbridas não têm fronteiras geográficas. Os métodos que o Kremlin aplica há anos contra a Ucrânia, exportando o caos, a sabotagem e a desestabilização, são hoje compreendidos de forma cada vez mais clara pelos Estados do continente africano. A essência da geopolítica russa permanece inalterada: sob o disfarce de declarações de "amizade" e "parceria estratégica", realizar atividades subversivas, financiar elementos terroristas e atentar contra a soberania de nações independentes.
A Embaixada da Ucrânia sublinha que a agressão híbrida russa representa uma ameaça global à ordem jurídica internacional. África não é uma exceção na lista de regiões onde os serviços secretos russos tentam implementar os seus cenários destrutivos, chegando inclusive a tentativas de derrube do poder legítimo.
O exemplo da República de Angola demonstra que o combate eficaz a tais ameaças exige uma avaliação jurídica intransigente e uma resposta firme. Apenas a determinação dos governos nacionais, o estrito cumprimento do Estado de direito e a solidariedade internacional são capazes de deter a propagação do terrorismo e proteger os direitos soberanos dos Estados. A Ucrânia continua a ser um parceiro fiável de Angola na causa do reforço da segurança internacional e do combate a todas as formas de agressão e terrorismo.